Conversor de maiúsculas

MAIÚSCULAS, minúsculas, Título ou frase. Grátis, sem upload. 1 GB máx. · Até 1 GB · Processado localmente, nunca enviado para um servidor.

Voltar a escrever um título que chegou todo em capitais, endireitar um parágrafo colado a partir de um formulário onde tudo saiu em maiúsculas, transformar o nome de um serviço num nome de ficheiro sem espaços nem acentos: continua a fazer-se à mão, carácter a carácter, muito mais vezes do que devia. Esta página oferece sete transformações, cada uma atrás do seu botão, todas aplicadas ao texto colado na caixa de cima.

A conversão passa pelas funções de mudança de caixa do navegador, chamadas com um locale explícito. O pormenor muda o resultado: “coração” dá “CORAÇÃO”, “português” dá “PORTUGUÊS”, “avô” dá “AVÔ” e “ação” dá “AÇÃO”. Acentos, til e cedilha sobrevivem à subida para capitais, ao passo que uma conversão descuidada os deixa cair. Em português isso não é cosmética: o Ç e o à maiúsculos fazem parte da ortografia e a sua ausência muda a palavra escrita.

O texto de origem nunca é alterado. O resultado é escrito numa segunda caixa, de leitura apenas, o que permite experimentar uma transformação, olhar para ela, experimentar outra sobre a mesma origem e copiar no fim a que servir, com o botão que fica por baixo do resultado. Tudo é calculado dentro da página, sem envio nenhum e sem espera, mesmo num texto de várias páginas. Cada clique inscreve no histórico local o nome da transformação e o número de palavras tratadas, nunca o texto em si.

Como utilizar

  1. Cole o texto a converter A caixa de cima continua a ser a sua origem durante toda a sessão: não é substituída pelo resultado, pelo que pode encadear várias tentativas sobre ela.
  2. Escolha uma das sete opções MAIÚSCULAS, minúsculas, caixa de frase, Caixa de Título, inverter, snake_case e camelCase. Um clique chega; não há ajustes nem botão de confirmação.
  3. Veja a caixa de baixo É de leitura apenas e guarda o último resultado produzido. Uma opção nova substitui o conteúdo dela, nunca o da caixa de cima.
  4. Reponha à mão o que a máquina não pode saber Caixa de frase e Caixa de Título começam por passar tudo a minúsculas: siglas e nomes de marca como IVA, CTT ou iPhone saem estragados e têm de ser refeitos a seguir.
  5. Copie o resultado O botão situado por baixo da caixa de saída leva o conteúdo para a área de transferência, pronto a colar num documento, no campo de um formulário ou numa linha de código.

As sete transformações em detalhe

Cada botão aplica uma regra própria à totalidade do texto:

As duas primeiras são reversíveis enquanto o original estiver na caixa de cima; as outras cinco não devolvem informação que já tenham deitado fora. É a razão pela qual esta página nunca escreve por cima da sua origem.

Os acentos nas maiúsculas, e o que se perde na ida e volta

As funções de caixa preservam os diacríticos nos dois sentidos, e é por isso que “CAFÉ” não volta como “CAFE” e que nomes como “Simão”, “Gonçalves” ou “Inês” mantêm as marcas quando um título sobe a capitais. Em português europeu isto tem consequências de sentido, não apenas de estética: “AVO” e “AVÓ” não são a mesma palavra, tal como “SECRETARIA” e “SECRETÁRIA” ou “ESTA” e “ESTÁ”. Algarismos, pontuação e emojis atravessam a conversão sem alteração nenhuma.

A mudança de caixa não é, porém, reversível. Suba “CTT iPhone” a capitais e volte a descer, e fica com “ctt iphone”: a informação desapareceu e nenhuma transformação a repõe. Guarde o original, que é para isso que serve a caixa de cima. E se um campo técnico recusar tudo o que saia do ASCII simples, passe primeiro por snake_case, que retira as marcas, antes de voltar a subir a capitais.

O que a Caixa de Título não consegue adivinhar

A lista de palavras deixadas em minúsculas tem trinta entradas: vinte francesas (de, du, des, le, la, les, un, une, et, ou, à, au, aux, en, sur, pour, par, dans, d’, l’) e dez inglesas (the, of, a, an, and, or, to, in, on, for). Nenhuma delas foi escrita a pensar no português, e a coincidência entre as línguas só cobre uma parte do que seria preciso. “De”, “a” e “à” existem na lista e ficam bem; “o”, “os”, “as”, “e”, “do”, “da”, “dos”, “das”, “em”, “no”, “na”, “com”, “para”, “por” e “que” não constam e sobem todos a capital.

O efeito vê-se num instante. “o senhor dos anéis” volta como “O Senhor Dos Anéis”, com um “Dos” que nenhum revisor deixa passar, e “pai e filho” volta como “Pai E Filho”. Em contrapartida, “pastéis de nata” e “bacalhau à Brás” saem corretos, porque “de” e “à” estão na lista. Acresce que a tipografia portuguesa não capitaliza todas as palavras de um título, ao contrário do uso anglo-saxónico: a capital vai ao primeiro elemento e aos nomes próprios. Caixa de Título aplica uma convenção inglesa suavizada por uma lista francesa, útil para uma entrada de menu ou o rótulo de um botão, bem menos para o título de uma obra.

Siglas e nomes de marca também não sobrevivem à passagem prévia por minúsculas: IVA fica Iva, CTT fica Ctt, IRS fica Irs, iPhone fica Iphone e macOS fica Macos. As capitais interiores seguem o mesmo caminho, o que transforma “McDonald” em “Mcdonald”. E a letra que vem a seguir a um apóstrofo nunca é elevada, porque a palavra é apanhada inteira pela regra: “copo d’água” volta como “Copo D’água”.

snake_case e camelCase, para identificadores

As duas transformações decompõem cada carácter acentuado para lhe arrancar o sinal diacrítico: “é” fica “e”, “ã” fica “a”, “ç” fica “c”. “Ação & Companhia” dá “acao_companhia” e “Direção-Geral de Saúde” dá “direcao_geral_de_saude”, resultados limpos porque todo o alfabeto português se decompõe sem resistência. Os caracteres que não têm decomposição canónica, e que também não são letras latinas simples, são tratados como separadores; é o caso dos indicadores ordinais “º” e “ª”, muito frequentes numa morada portuguesa. “Rua Augusta, n.º 12, 3.º andar” dá “rua_augusta_n_12_3_andar”, com o número de ordem reduzido a um buraco.

camelCase termina com uma regra que apaga tudo o que estiver antes da primeira letra minúscula, e um texto que comece por um algarismo perde esse algarismo e a letra que se lhe segue: “3 dicas para escrever melhor” sai como “icasParaEscreverMelhor”. Confirme o princípio do resultado antes de fazer dele um nome de variável. Essa regra só atua na cabeça da cadeia, pelo que um separador final — um espaço, um ponto ou um apóstrofo — sobrevive em camelCase, ao passo que snake_case o apara. Para um endereço web, as recomendações da Google preferem o hífen ao travessão baixo, e nenhuma destas duas transformações produz hífenes.

Perguntas frequentes

Porque é que “IVA” volta como “Iva”?

Porque Caixa de frase e Caixa de Título começam por passar o texto inteiro a minúsculas antes de subirem as capitais de que precisam. As siglas não são reconhecidas como tal, são tratadas como palavras comuns e têm de ser repostas à mão depois da conversão.

Os acentos sobrevivem à subida para maiúsculas?

Sobrevivem. A conversão usa as funções de caixa do navegador com um locale explícito, e por isso “coração” dá “CORAÇÃO”, “avô” dá “AVÔ” e “ação” dá “AÇÃO”. Na descida para minúsculas também não se perde nada.

Como obtenho “O Senhor dos Anéis” a partir da Caixa de Título?

Corrigindo depois. A lista de palavras mantidas em minúsculas não tem nenhuma contração portuguesa, pelo que “dos” é tratado como palavra plena e sobe a capital. O resultado automático é “O Senhor Dos Anéis” e a correção é de um carácter.

Porque é que o “3.º” desaparece em snake_case?

A remoção dos acentos passa por uma decomposição dos caracteres, à qual o indicador ordinal “º” resiste por não ter decomposição canónica. Não sendo nem letra simples nem algarismo, é tratado como separador. Escreva “3o” ou “terceiro” antes de converter para evitar o buraco.

Posso converter apenas uma parte do texto?

Não, a transformação incide sobre toda a caixa de escrita. Cole só a passagem em causa, converta-a e reintegre-a depois no seu documento.

O resultado substitui o meu texto original?

Nunca. As duas caixas são independentes: a de cima guarda a sua origem e a de baixo recebe o resultado, deixando-se substituir tantas vezes quantas as opções que experimentar.

Como coloco a primeira letra de cada palavra em maiúscula?

Cole o texto na caixa de cima e carregue em Caixa de Título: a inicial de cada palavra sobe a capital, à exceção de um conjunto fixo de palavras de ligação curtas, que ficam em minúsculas quando não abrem o título. Se o que quer é apenas a primeira letra de cada frase, o botão ao lado, Caixa de frase, é o certo. E tenha presente que a tipografia portuguesa não capitaliza todas as palavras de um título, ao contrário do uso anglo-saxónico: Caixa de Título assenta bem numa entrada de menu ou no rótulo de um botão, bem menos no título de uma obra.

Colei um texto que veio todo em maiúsculas: como lhe tiro as capitais?

Carregue em minúsculas para baixar tudo de uma vez, ou em Caixa de frase se quiser ao mesmo tempo repor a capital no início de cada frase, já que essa transformação começa também por passar o texto a minúsculas. Há um pormenor de funcionamento a conhecer: qualquer botão lê sempre a caixa de cima e escreve o resultado na de baixo, pelo que encadear duas transformações obriga a copiar o resultado de volta para o topo antes de carregar no segundo botão.

É preciso instalar alguma coisa ou criar conta para mudar a caixa de um texto?

Nem instalação, nem conta, nem registo, nem limite de utilizações. O cálculo é feito dentro da página, sem envio nenhum, e mantém-se instantâneo mesmo num texto de várias páginas. O histórico local regista apenas o nome da transformação aplicada e o número de palavras tratadas, nunca o texto.

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