SEO / Web: ferramentas grátis online

4 ferramentas gratuitas, processadas localmente no seu navegador.

Quatro ferramentas que correspondem a quatro momentos distintos: diagnosticar uma página que já existe, escrever as etiquetas que lhe faltam, declarar o conjunto dos endereços do site e confirmar que um endereço antigo continua a aterrar onde deve. A ordem lógica vai da constatação à correção, e daí à publicação.

Duas delas saem do navegador por natureza. A auditoria e o verificador de redirecionamentos têm de ir ler o endereço que se escreve; quando o site remoto recusa a leitura direta, o pedido volta a sair por um relé público, o api.allorigins.win, e a interface indica então que a página foi lida através de um proxy. O gerador de meta tags e o de sitemap, esses, limitam-se a dar forma àquilo que se escreve.

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O que a auditoria olha de facto

A auditoria vai buscar o HTML da página, analisa-o e aplica dez verificações: presença e comprimento da etiqueta title, meta description, número de cabeçalhos H1, atributos alt das imagens, etiqueta viewport, atributo lang no elemento html, URL canónico, o trio de Open Graph, volume de texto visível e repartição entre ligações internas e externas. Cada ponto vale um, meio ou zero, e a média dá a nota em cem que aparece no topo do resultado.

O limite decorre daquilo que ela lê: o HTML que o servidor devolve. Uma página cujo conteúdo é construído por JavaScript depois do carregamento vai parecer mais pobre do que realmente é. A nota também não é uma posição no Google, mas uma verificação dos fundamentos técnicos de uma página. E há sites que bloqueiam qualquer leitura automatizada, incluindo pelo relé público, caso em que a análise falha abertamente em vez de adivinhar um resultado.

Um ponto merece atenção especial de quem publica em português: a auditoria confirma a presença do atributo lang, não o seu valor. Continua a valer a pena declarar pt-PT em vez de um pt genérico, porque é isso que distingue a variante europeia da brasileira aos olhos dos motores e dos leitores de ecrã.

Corrigir com o gerador de meta tags

A auditoria assinala o que falta; o gerador de meta tags trata de o produzir. Dois indicadores acompanham a escrita, calibrados em sessenta caracteres para o título e cento e sessenta para a descrição, e passam a vermelho acima disso. Os limiares da própria auditoria são um pouco mais largos, de quinze a sessenta e cinco caracteres para o título e de sessenta a cento e sessenta e cinco para a descrição, pelo que apontar aos indicadores garante ficar dentro do intervalo das duas ferramentas.

O bloco gerado contém o title, a meta description, a etiqueta viewport e o URL canónico, além das propriedades de Open Graph que as redes sociais e as aplicações de mensagens vão buscar. O valor de twitter:card adapta-se sozinho: passa a summary_large_image assim que uma imagem de partilha é preenchida, e fica em summary caso contrário. O bloco inteiro cola-se na secção head do modelo de página.

Declarar as páginas, seguir os endereços

O gerador de sitemap espera um endereço por linha e recusa o lote inteiro se um deles for inválido, mostrando quais são os culpados. O ficheiro devolvido segue o esquema do sitemaps.org, com um bloco loc e um lastmod por endereço e um changefreq facultativo. Duas reservas merecem ser conhecidas: a data de última modificação inscrita é a de hoje, o que equivale a declarar todas as suas páginas modificadas hoje, e a frequência anunciada continua a ser uma indicação que os motores são livres de ignorar. A norma limita ainda um ficheiro a cinquenta mil endereços.

O verificador de redirecionamentos responde a outra pergunta: este endereço ainda responde, e leva a quê? Mostra o endereço testado, o endereço final, o estado HTTP obtido e o método de leitura usado. Como o navegador segue a cadeia de redirecionamentos de uma só vez, os saltos intermédios de um 301 que cai num 302 não são visíveis aqui; para os observar é preciso uma ferramenta do lado do servidor.

Uma sequência que se aguenta

Numa página que já existe, faça primeiro a auditoria, corrija depois com o gerador de etiquetas os pontos assinalados a vermelho e volte a lançar a auditoria para ver o efeito. Numa remodelação do site, a ordem inverte-se: verifique cada endereço antigo com o controlador de redirecionamentos antes de publicar o novo sitemap, sob pena de estar a entregar aos motores uma lista de páginas que devolvem erro.

Nada disto substitui os registos do servidor nem a Search Console. Estas quatro ferramentas trabalham sobre aquilo que uma página diz de si própria, no momento em que lhe fazemos a pergunta. É isso que as torna úteis mesmo antes de publicar, e logo a seguir a uma mudança de endereço ou de modelo, e não como um relatório que se faz uma vez e se arquiva.

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